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Perdoar os outros faz bem para você; saiba como começar

Oferecer perdão a alguém que te magoou é muitas vezes mais fácil dizer do que fazer. Entretanto, pesquisas recentes reforçam a ideia de que perdoar pode ser um presente tanto para si quanto para a outra pessoa. 

Em novo estudo publicado neste ano, pesquisadores analisaram dados de mais de 200.000 pessoas em 23 países, medindo os participantes em dois momentos com aproximadamente um ano de intervalo.

A pesquisa é um dos primeiros estudos globais a analisar a associação entre bem-estar e perdão disposicional, ou seja, a tendência geral a perdoar em diversas situações e ao longo do tempo.   

A equipe primeiro avaliou com que frequência as pessoas perdoavam os outros. Em seguida, analisou os resultados relacionados ao bem-estar, como saúde, felicidade, qualidade dos relacionamentos e estabilidade financeira. 

Eles descobriram que o hábito de perdoar estava consistentemente ligado a um maior bem-estar psicológico e social. Inclusive, maior otimismo, um senso de propósito de vida mais forte e maior satisfação nos relacionamentos.

Aqueles que perdoavam com mais facilidade também tendiam a se sentir mais gratos e mais motivados a promover o bem no mundo. 

Os pesquisadores também descobriram que os resultados variavam de um país para outro. O perdão foi associado aos maiores índices de bem-estar nos EUA, Brasil, Japão, Suécia, Reino Unido e Alemanha.

Entre os países com menor número de resultados positivos estavam África do Sul, Hong Kong, Nigéria e Indonésia.

Considere o perdão

Se você está considerando perdoar alguém em sua vida, ter algumas reservas é compreensível.

Muitas vezes, o perdão é associado a absolver o outro por comportamento inaceitável, a deixar de lado a justiça ou a permitir que uma pessoa insegura volte para nossas vidas.

Mas, diferentemente da reconciliação, perdoar é, na verdade, um ato individual. Envolve simplesmente deixar de lado o ressentimento sentido por alguém. 

Modelo prático para perdoar

Uma forma de praticar o perdão é através do modelo REACH, desenvolvido pelo coautor do estudo, Everett Worthington. O processo propõe o seguinte:

Relembre a mágoa: pense no que aconteceu e em como se sentiu, depois aceite que você foi injustiçado e decida tomar medidas para perdoar mesmo assim. 

Demonstre empatia com o agressor: compreender a perspectiva da outra pessoa pode ajudar a iniciar o processo de cura. Tente ter uma conversa imaginária consigo, falando do ponto de vista do agressor.

Encare o perdão como um presente altruísta: reflita sobre uma ocasião em que alguém generosamente o perdoou por uma transgressão — e então, explore a ideia de oferecer a quem o ofendeu o mesmo presente.  

Comprometa-se: depois de realmente chegar ao ponto de perdoar, escreva sua decisão de se comprometer com isso, mesmo que seja algo simples como “Eu escolhi perdoar…”.

Apegue-se ao perdão: quando estiver duvidando de si mesmo, releia o bilhete que você escreveu para se lembrar da sua escolha de perdoar.

Fonte: com informações de Marika Price Spitulski para o Nice News.

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