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8 passos para deixar o hábito de agradar a todos

A maioria das pessoas se esforça para ser bem-humorada, educada e prestativa. Mas priorizar a felicidade dos outros em detrimento da própria vontade pode resultar em uma pessoa que busca agradar a todos — e isso pode custar mais do que se imagina.

A necessidade de agradar aos outros é um mecanismo de defesa enraizado no medo, não no altruísmo, segundo Londyn Miller, psicoterapeuta e professora adjunta da Universidade Pepperdine, em Nova York.

De acordo com ela, gentileza e consideração diferem da necessidade de agradar aos outros porque emanam de “um lugar de empoderamento e escolha”. “Você é gentil porque quer, não porque precisa”, explica.

Quebrar o ciclo de agradar aos outros não significa ser egoísta. Na verdade, pode até ajudar a se tornar um amigo, colega e familiar mais solidário. Pesquisas sugerem que estabelecer limites e ser fiel a si pode melhorar a saúde mental e física, além de aprofundar os relacionamentos.

O que é agradar aos outros?

A necessidade de agradar aos outros ocorre quando se nega “cronicamente e impulsivamente” as próprias necessidades, desejos e preferências para acomodar os outros.

“Dizemos sim quando queremos dizer não. Não expressamos nossa opinião honesta. Colocamos as necessidades dos outros antes das nossas e sacrificamos rotineiramente nossos desejos pelos outros”, exemplifica a psicoterapeuta.

Esse padrão geralmente tem origem em experiências da infância que sugerem que a segurança vem de manter os outros felizes, mesmo que isso signifique negligenciar as próprias necessidades.

Isso é especialmente comum em ambientes onde o conflito era visto como inseguro, as necessidades emocionais eram minimizadas ou o amor era percebido como condicional.

Com o tempo, o sistema nervoso aprende que manter os outros confortáveis ​​equivale a segurança, e esse padrão pode persistir na vida adulta, mesmo quando não é mais necessário.

(foto: Magnific)

As dicas a seguir podem ajudar quem quer parar de agradar a todos e começar a viver uma vida mais autêntica.

Defina suas prioridades: o primeiro passo é definir o que é importante para você. Faça as seguintes perguntas a si: o que você quer fazer com seu tempo e energia? Em que você precisa se concentrar nesta fase da sua vida? Quais são suas prioridades? Quais são seus valores?

Ganhe tempo para si: a necessidade de agradar aos outros muitas vezes envolve responder no “piloto automático”, enquanto fazer uma pausa antes de responder pode ajudar a fazer escolhas mais conscientes. Você pode dizer: “Deixe-me pensar e eu retorno” ou “Entrarei em contato com você depois” para ganhar tempo.

Aprenda a lidar com o desconforto: pessoas que buscam agradar aos outros têm geralmente a tendência de tentar aliviar a tensão imediatamente, mas aprender a tolerar o desconforto sem pressa para resolvê-lo pode ajudar o sistema nervoso a desenvolver resiliência. Como resultado, momentos desconfortáveis ​​podem se tornar menos angustiantes com o tempo.

Um bom ponto de partida é desacelerar o corpo. Quando o desconforto surgir, respire fundo algumas vezes e observe as sensações físicas, como seus pés no chão ou o ritmo da sua respiração. Então, gentilmente, lembre-se: isso é desconfortável, mas estou seguro.

Descubra o seu “porquê”: tente encontrar a raiz da sua tendência a agradar aos outros, pois isso pode ajudar a reconhecer o comportamento como algo aprendido — e, portanto, algo que você pode desaprender. Muitas vezes, isso está relacionado à forma como interagiu com os seus pais ou como os via interagir com o mundo. E, ao explorar seus padrões, aborde a si com compaixão, não com crítica.

Comunique-se com gentileza e honestidade: estabelecer limites claros não exige confronto. Afirmações simples, como “Isso não funciona para mim” ou “Preciso de algo diferente”, podem ser tranquilizadoras e respeitosas.

Seja honesto consigo: fazer perguntas perspicazes — e ser honesto sobre as respostas — pode ajudar a tomar decisões que estejam alinhadas com suas necessidades, objetivos e desejos genuínos. Por exemplo, faça algumas perguntas: Tenho disponibilidade para isso? Eu realmente quero ajudar? Eles geralmente me valorizam e valorizam minha ajuda? Essa relação é equilibrada no geral?

Comece devagar: discordar pode ser estressante quando você não está acostumado. Por isso, pratique em ambientes seguros e sem grandes consequências para desenvolver tolerância ao desconforto e enfrentar seus medos. Dicas: devolva um pedido errado em um restaurante ou discorde de um amigo sobre algo neutro, como gostar de um filme ou de um restaurante.

Espere sentir culpa e mantenha-se presente: é comum sentir culpa ao começar a estabelecer limites. Nesse contexto, a culpa não significa que está fazendo algo errado, muitas vezes significa que se está quebrando um padrão antigo. Uma reformulação útil é perguntar: Estou sendo indelicado ou apenas sendo honesto? Lidar com a culpa com autocompaixão, em vez de julgamento, torna mais fácil manter-se firme sem recuar.

Fonte: com informações de Kate Daniel para o Nice News.

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