Espécie rara de cavalo verdadeiramente selvagem dá boas-vindas a um adorável potro
Visitantes do Zoológico do Bronx, em Nova York, estão se encantando com um adorável potro da espécie cavalo-de-przewalski, que nasceu no último dia 21 de abril. Conhecido também como cavalo-selvagem-mongol, a espécie é a última de cavalo verdadeiramente selvagem do planeta e chegou a ser declarada extinta na natureza — existindo apenas em zoológicos e parques de animais.
Se a situação não tivesse sido resolvida, a espécie seria extinta por completo, mas sobreviveu em cativeiro graças a 12 cavalos capturados no meio ambiente. Desde então, programas de reprodução, como o do qual o zoológico participa, ajudam a reconstruir a população.
Mas a espécie ainda não está fora de perigo. Estima-se que existam menos de 2.000 cavalos-de-przewalski em todo o mundo, e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) ainda os considera ameaçados de extinção.
Os cavalos de Przewalski são uma espécie rara, considerados selvagens, já que nunca foram domesticados. Eles também têm uma aparência diferente de seus congêneres domésticos, com um corpo mais robusto, crinas eretas que lembram as de um burro e pernas mais curtas.
Com pouco mais de um mês de vida, o potro, descrito pelo zoológico como um “filhote brincalhão”, já pode ser visto trotando com o resto da manada pelo recinto do Monotrilho da Ásia Selvagem — o passeio no recinto é uma das principais atrações do local.
O zoológico também considerou o nascimento do potro “um motivo para comemoração”. Isso marca um ponto alto no que tem sido uma história bastante conturbada para os cavalos de Przewalski.

Declínio da espécie
Mencionada pela primeira vez em um relato escrito do Tibete já no século IX, a espécie parece ter prosperado nas estepes russas e no Cazaquistão, Mongólia e norte da China — pelo menos até o final do século XVIII.
A partir desse ponto, a população entrou em rápido declínio devido às mudanças climáticas, à perda de habitat, à competição com o gado por recursos e à caça. Na década de 1960, os cavalos de Przewalski foram declarados extintos na natureza.
A situação começou a ser revertida graças aos programas de reprodução dos quais o Zoológico do Bronx participa. O objetivo dessas criações não era apenas manter a espécie em existência, mas sim reintroduzi-la eventualmente — e foi exatamente isso que aconteceu em 1992.
Na época, 16 cavalos-de-przewalski foram soltos com sucesso em sua Mongólia natal. Desde então, eles foram reintroduzidos na China, no Cazaquistão e até mesmo na Zona de Exclusão de Chernobyl, onde um estudo recente sugere que sua população aumentou consideravelmente.
“Realizamos trabalho de campo entre 2020 e 2021, logo após os grandes incêndios florestais na Zona de Exclusão de Chernobyl. No entanto, a vegetação exuberante que surgiu após o fogo no solo da floresta atraiu ungulados, incluindo o cavalo-de-przewalski”, diz a autora principal do estudo, Svitlana Kudrenko.
Os cavalos foram avistados em armadilhas fotográficas mais de 1.000 vezes. Mas a espécie ainda não está fora de perigo. Manter a diversidade genética dos cavalos será fundamental para a sua sobrevivência, mantendo-os saudáveis e mais aptos a se adaptarem a quaisquer mudanças futuras que o ambiente em que forem reintroduzidos impuser.
O monitoramento da espécie tornou-se muito mais fácil em 2024, quando os cientistas mapearam o genoma completo da espécie pela primeira vez. A clonagem também poderá desempenhar um papel cada vez mais importante na sua conservação, após o nascimento do primeiro clone bem-sucedido do cavalo-de-przewalski em 2020.
Ainda há espaço para métodos de conservação mais convencionais e, como demonstra o novo potro do Zoológico do Bronx, os resultados não são apenas bons para a biodiversidade — eles são também incrivelmente maravilhosos.
Fonte: com informações de Holly Large para a IFLScience.






