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Olhe para o céu esta noite, Júpiter e Vênus quase se tocarão durante fenômeno visual celeste

Entre os destaques de observação celeste neste ano, Júpiter e Vênus — os dois planetas mais brilhantes do céu noturno — aparecem muito próximos um do outro, durante os dias 8 e 11 de junho. Para quem quer ver o fenômeno, o ápice será na noite desta terça-feira (9), sendo o melhor horário para a observação entre 45 minutos e duas horas após o pôr do sol.

A conjunção de Vênus e Júpiter será facilmente visível a olho nu, mas quem preferir pode usar binóculos para maior visibilidade dos planetas — uma câmera de qualidade também permitirá tirar fotos deslumbrantes da conjunção. Para presenciar o espetáculo, encontre um local com vista desimpedida para o horizonte oeste.

No dia 9 de junho, os dois planetas parecerão estar separados por apenas 1,6 graus — cerca de três vezes a largura da Lua cheia. Para medir essa distância no céu noturno, estenda o braço com o dedo indicador ou os dois dedos mínimos lado a lado. É uma conjunção tão próxima que cabe confortavelmente no campo de visão de binóculos comuns — portanto, uma oportunidade rara para observadores do céu.

Apesar de toda a sua beleza, a conjunção é uma ilusão de ótica. Júpiter, um planeta exterior em relação à Terra, estará muito mais distante. O gigante gasoso estará a cerca de seis unidades astronômicas (UA), ou seis vezes a distância entre a Terra e o Sol, da Terra no momento da conjunção. Vênus, um planeta interior, estará a apenas 1,2 UA de distância — cinco vezes mais perto do que Júpiter.

O que está acontecendo é que Vênus está nascendo enquanto Júpiter está se afastando no céu da Terra. Mais cedo ou mais tarde, eles inevitavelmente passarão próximos no céu noturno.

A próxima grande conjunção planetária ocorrerá antes do nascer do sol em 15 de novembro, quando Júpiter e Marte estarão a apenas 1,2 graus um do outro.

Entenda o fenômeno

Para entender o porquê da conjunção planetária, considere as velocidades dos três planetas envolvidos: Vênus, Terra e Júpiter. Vênus leva 224,7 dias para orbitar o Sol, a Terra leva 365,25 dias e Júpiter leva 11,86 anos.

Como a Terra está se afastando rapidamente de Júpiter, isso faz com que ele pareça desaparecer no céu noturno. Em 29 de julho, Júpiter estará completamente encoberto pelo brilho do Sol. No entanto, Vênus, que se move mais rapidamente, está se aproximando da Terra, fazendo com que ela surja no céu noturno.

Vênus brilhará intensamente como a “Estrela Vespertina” durante todo o inverno no hemisfério sul, atingindo seu ponto mais distante do pôr do sol em meados de agosto.

Além de estar dramaticamente mais perto da Terra, Vênus também estará muito mais brilhante no céu. Durante a conjunção, Vênus brilhará com magnitude -3,9, enquanto Júpiter terá magnitude -1,7 (na observação do céu, uma magnitude menor corresponde a um objeto mais brilhante).

Isso faz com que Vênus seja cerca de 7,5 vezes mais brilhante que Júpiter visto da Terra. Além de estar mais perto que Júpiter, Vênus reflete significativamente mais luz solar devido às suas densas camadas de nuvens.

Embora seja possível observar a conjunção a olho nu, um bom telescópio de quintal permitirá ver algumas das quatro grandes luas galileanas de Júpiter (Ganimedes, Europa, Calisto e Io) como pontos de luz alinhados em ambos os lados do planeta gigante.

Fonte: com informações de Jamie Carter para a Live Science.

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