Como ajudar os filhos a fazer novas amizades na escola
Para os alunos que começam em uma nova escola, o primeiro dia traz muitas perguntas: eles verão algum rosto familiar? Com quem se sentarão no almoço? Com quem brincarão no recreio? Isso pode ser desafiador e os pais podem querer ajudar, mas nem sempre sabem o que dizer ou fazer.
Especialistas afirmam que os pais não podem controlar todas as amizades dos filhos. Em vez disso, podem ajudar as crianças a desenvolverem o próprio senso do que define um bom amigo: ele é gentil? É honesto? Você consegue ser você mesmo perto dele?
Importante levar em consideração que algumas interações difíceis podem ajudar as crianças a aprenderem o que valorizam em um amigo e como lidar com conflitos.
Os pais também podem fazer perguntas para ajudar os filhos a refletir sobre o que valorizam nas amizades: quais qualidades você admira em seus amigos? Quem faz você se sentir à vontade para ser você mesmo?
Essas conversas podem fornecer às crianças uma estrutura para avaliar suas próprias amizades quando surgirem problemas.
Ajude as crianças a se envolverem
Os pais também podem apoiar seus filhos por meio do incentivo, especialmente se eles forem tímidos ou ansiosos. Incentivar as crianças a se envolverem em atividades extracurriculares ou a experimentarem algo novo pode ajudá-las a conhecer pessoas com interesses semelhantes.
Se a criança tem algum hobby, descubra se são oferecidos na escola e, se forem, converse com as pessoas que participam. Uma vez que os alunos encontrem oportunidades para se conectar, iniciar a conversa é o próximo passo.
Sorrir, elogiar os outros e fazer perguntas podem ajudar a iniciar e manter uma conversa. Ter uma “melhor amiga para sempre” pode vir de um simples gesto de elogio nos primeiros anos escolares.
Deixe os celulares de lado, às vezes
Os alunos podem ter mais dificuldade em iniciar conversas quando seus colegas estão usando celulares, fones de ouvido ou concentrados em telas. Os pais podem incentivar os filhos, principalmente os adolescentes, a deixarem os dispositivos de lado, às vezes.
Isso para que possam estar mais presentes e engajados com as pessoas ao seu redor. Uma maneira de ajudar: pare de enviar mensagens de texto para seu filho na escola.
Mas ser muito rígido com os limites tecnológicos para crianças mais velhas pode isolá-las socialmente. Por isso, é fundamental conversar com os filhos adolescentes sobre as expectativas em relação à tecnologia, redes sociais e jogos — incluindo saber com quem os filhos estão interagindo online.
Até mesmo uma única amizade conta
Sentir-se conectado e ter um senso de pertencimento à escola pode ter um impacto significativo no bem-estar do aluno. O sentimento de que funcionários e colegas da escola se importam com ele traz a maior probabilidade de maior frequência escolar e de obter melhores notas.
Além disso, quando há senso de pertencimento e acolhimento na escola, é menos provável que o aluno apresente problemas de saúde mental, faça uso de substâncias ou se envolva em violência.
Mas um estudante não precisa ter um grande grupo de amigos para se sentir conectado. Mesmo um único relacionamento pode fazer uma diferença significativa.
Apenas uma amizade realmente forte ou um adulto de confiança pode ser suficiente para afetar positivamente o bem-estar e a trajetória do aluno na escola e na vida.
Fonte: com informações de Cheyanne Mumphrey para a Associated Press.






