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Pet idoso exige cuidado especial para garantir qualidade de vida

O envelhecimento faz parte da vida, inclusive para cães e gatos. Com o passar dos anos, eles continuam cheios de afeto e personalidade, mas começam a precisar de atenção redobrada em alguns pontos da rotina.

Pequenas adaptações e acompanhamento regular fazem toda a diferença para que essa fase seja tranquila e confortável para os pets idosos.

Conforme o médico-veterinário Kauê Ribeiro, em geral, cães de grande porte são considerados idosos entre nove e 10 anos, enquanto os de pequeno porte entram nessa fase a partir dos 12. Já os gatos passam a ser considerados sêniores por volta dos 10 anos de vida.

“O animal idoso não é o mesmo que um animal doente ou incapaz de realizar suas atividades básicas. Sinais como pelos esbranquiçados, perda gradativa da visão e da audição e menos energia podem surgir, mas é importante ficar atento à possibilidade de doenças crônicas. Qualquer alteração deve ser avaliada por um médico-veterinário”, explica.

Atenção aos sinais

Ao perceber as primeiras mudanças de avanço da idade, o ideal é intensificar o acompanhamento veterinário.

Consultas e exames a cada seis meses permitem monitorar a saúde do pet e identificar precocemente possíveis doenças, especialmente alterações imunológicas, cardiovasculares, renais ou articulares, mais comuns nessa fase da vida.

O diagnóstico antecipado é um dos principais aliados para preservar a qualidade de vida do animal idoso.

Alimentação equilibrada

Com o avanço da idade, cães e gatos podem apresentar comprometimento do olfato e do paladar, o que reduz a ingestão alimentar. Oferecer alimentos úmidos ou com odor mais atrativo pode ajudar a manter o interesse pelas refeições.

Além disso, a suplementação com vitaminas, minerais, antioxidantes e nutrientes como o ômega 3 pode ser indicada para garantir que o organismo receba os elementos necessários ao seu bom funcionamento.

Existem suplementos formulados para atender às demandas específicas dessa fase, cuja recomendação deve ser feita pelo médico-veterinário de acordo com cada caso.

Higiene contínua

Os cuidados com higiene devem permanecer ao longo de toda a vida do animal. Banhos regulares, corte de unhas e escovação dentária continuam sendo essenciais, assim como a prevenção contra pulgas e carrapatos.

Mesmo na velhice, esses cuidados básicos não podem ser negligenciados, já que a higiene também está diretamente ligada à saúde.

Ambiente adaptado

Com o envelhecimento, muitos pets passam a apresentar mobilidade reduzida, especialmente em casos de artrose e outras doenças articulares. Por isso, o ambiente deve priorizar segurança e conforto.

Evitar pisos escorregadios, reduzir a necessidade de subir escadas e manter cama, comedouro e bebedouro em locais de fácil acesso ajudam a prevenir quedas e desconfortos.

Exercícios moderados

Embora a energia diminua, manter uma rotina de passeios e atividades físicas leves é importante para a saúde física e mental, principalmente dos cães. A prática ajuda a evitar o sobrepeso, estimula a socialização e contribui para o bem-estar geral.

“É importante manter uma rotina de passeio respeitando o ritmo e o limite do animal, optando por horários com temperaturas mais amenas. O veterinário pode prescrever suplementos que auxiliem na manutenção da energia para essas atividades”, conclui Ribeiro.

Com acompanhamento regular, alimentação adequada, ambiente seguro e estímulos na medida certa, é possível proporcionar aos pets idosos uma fase de vida mais ativa, confortável e saudável.

Fonte: com informações da Revista Pet Center.

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