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Dez minutos de exercício intenso reduzem o risco de câncer

Novas pesquisas demonstram que mesmo um curto período de 10 minutos de exercício intenso pode desempenhar um papel na proteção contra o câncer. Essa explosão de atividade é suficiente para liberar moléculas benéficas na corrente sanguínea, suprimindo o crescimento de células cancerígenas no intestino, além de acelerar o reparo do DNA danificado.

A descoberta dos pesquisadores da Universidade de Newcastle representa mais um passo na luta contra o câncer de cólon e reforça ainda mais a importância de se manter ativo fisicamente.

O estudo incluiu 30 voluntários, homens e mulheres com idades entre 50 e 78 anos. Todos os participantes estavam com sobrepeso ou obesos (um fator de risco para o câncer), mas, fora isso, eram saudáveis.

Cada voluntário completou um teste de ciclismo curto, porém intenso, com duração de aproximadamente 10 minutos. Em seguida, os pesquisadores coletaram amostras de sangue e analisaram 249 proteínas.

Treze dessas proteínas apresentaram aumento após o exercício, incluindo a interleucina-6 (IL-6), que desempenha um papel no reparo do DNA danificado.

“Os resultados sugerem que o exercício não beneficia apenas os tecidos saudáveis, mas também pode criar um ambiente mais hostil para o crescimento das células cancerígenas”, diz Sam Orange, principal autor do estudo.

“Até mesmo um único treino pode fazer a diferença. Uma sessão de exercícios, com duração de apenas 10 minutos, envia sinais poderosos para o corpo. É um lembrete de que cada passo, cada sessão, conta quando se trata de fazer o melhor para proteger sua saúde.”

(foto: Freepik)

Novos casos

Pela estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 45 mil novos casos de câncer de cólon e reto anualmente para o triênio de 2023 a 2025.

Com base nas pesquisas realizadas nas últimas décadas, pesquisadores estimam que a atividade física regular pode reduzir o risco de câncer de intestino em cerca de 20%.

Exercitar-se não significa necessariamente ir à academia ou praticar esportes. Caminhar ou andar de bicicleta para o trabalho, assim como atividades cotidianas como jardinagem ou limpeza, também podem contribuir.

Após a mais recente descoberta, os pesquisadores da Universidade de Newcastle planejam examinar se as sessões repetidas de exercícios levam a mudanças biológicas duradouras.

Eles também pretendem estudar como os efeitos relacionados ao exercício interagem com tratamentos comuns contra o câncer, como quimioterapia e radioterapia.

Fonte: com informações da Universidade de Newcastle para o Science Daily.

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