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Alerta para doenças renais silenciosas em cães e gatos

Ao longo deste mês, a campanha Março Amarelo Pet destaca os cuidados com a saúde renal de cães e gatos. Algumas enfermidades, como a Doença Renal Crônica, comprometem o funcionamento dos rins e estão entre as mais frequentes na rotina clínica veterinária.

Conforme o médico-veterinário Kauê Ribeiro, a Doença Renal Crônica é mais comum do que muitos tutores imaginam e costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais.

“Por isso, as consultas regulares com o médico-veterinário são fundamentais para identificar alterações precocemente, permitindo a adoção de medidas que ajudam a controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida do animal”, explica Ribeiro.

De acordo com ele, as doenças renais podem acometer pets de diferentes idades, embora sejam mais frequentes em animais idosos.

Os rins são essenciais para o organismo: atuam na filtragem do sangue, eliminação de toxinas e no controle do equilíbrio hídrico e de minerais. Além de participarem da regulação da pressão arterial e da produção de certos hormônios.

Portanto, quando as funções desses órgãos são afetadas, todo o organismo entra em desequilíbrio, podendo o animal sofrer impactos progressivos.

Sintomas

A Doença Renal Crônica é caracterizada pela perda gradual, irreversível e progressiva da função renal. Nos estágios iniciais, os sinais clínicos tendem a ser mais discretos.

Além disso, são facilmente confundidos com outras condições, como aumento da ingestão de água (polidipsia), maior volume e frequência urinária (poliúria), redução do apetite, perda de peso, apatia e perda de massa muscular.

Com o avanço da doença, podem surgir vômitos, alterações na cavidade oral — úlceras e mau hálito urêmico —, desidratação e sinais neurológicos, indicando comprometimento mais severo.

“Cada animal pode apresentar manifestações clínicas diferentes, o que exige uma abordagem individualizada”, diz Ribeiro, lembrando que só o médico-veterinário deve avaliar o quadro, solicitar exames e indicar o tratamento.

Conforme a doença evolui, pode haver necessidade de avaliações mais frequentes e, em alguns casos, de internação para estabilização do animal.

Cuidados

Quando o assunto é prevenção, nem sempre é possível evitar o desenvolvimento da Doença Renal Crônica, especialmente quando relacionada ao envelhecimento.

Porém, alguns cuidados podem reduzir riscos e favorecer a saúde renal ao longo da vida. Check-ups veterinários periódicos, alimentação adequada e incentivo à hidratação são pontos-chave para garantir a saúde do pet.

Além disso, é importante estar atento a comorbidades, como doenças cardíacas, doença periodontal, cistite, urolitíase, hipertireoidismo, infecções e diabetes, que podem favorecer o desenvolvimento ou a progressão da doença renal.

“Doenças periodontais, por exemplo, podem ter relação com alterações renais, já que bactérias presentes na cavidade oral podem alcançar a corrente sanguínea e desencadear respostas inflamatórias que sobrecarregam os rins”, explica o veterinário.

Por isso, a escovação diária dos dentes, o uso de soluções antissépticas à base de clorexidina, a remoção do tártaro e o acompanhamento com um profissional especializado em odontologia veterinária são medidas fundamentais.

Outro ponto de atenção são doenças infecciosas, como a leishmaniose, causada por protozoários e transmitida pela picada do mosquito-palha. A enfermidade pode provocar inflamações e lesões em diversos órgãos, incluindo os rins.

Em regiões com maior incidência de leishmaniose, é fundamental adotar medidas preventivas voltadas ao combate do mosquito, como o uso de coleiras repelentes.

Também é essencial o controle ambiental, que envolve a limpeza adequada e o uso de inseticidas. “A identificação precoce da doença e o tratamento adequado também ajudam a reduzir complicações renais”, conclui Ribeiro.

Fonte: com informações da Revista Pet Center.

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