Garçonete distribuiu 270 mil refeições para moradores de rua na Flórida
Uma garçonete já serviu mais de 270.000 refeições para pessoas em situação de rua, ao lado do marido e de dois filhos, na Flórida. No início eram 40 refeições aos fins de semana, mas agora o atendimento chega a quase 250 refeições diárias, além do auxílio com abrigos, roupas, transporte e até consertos gratuitos de carros.
“Comecei comprando um pouco de espaguete e carne moída, e comecei com 40 refeições. Na semana seguinte, passei para 60 refeições, 80 refeições. Quando me dei conta, já estava fazendo 200 refeições todos os fins de semana”, diz Gloria Vargas, de 62 anos.
Com o salário de garçonete e usando todos os seus recursos, Gloria agora compra “grandes quantidades” de frango, peixe, produtos frescos, arroz, pão e água engarrafada — o suficiente para alimentar de 175 a 200 pessoas.
Seus filhos escrevem “Deus te ama” ou uma passagem bíblica encorajadora na tampa de isopor de cada refeição e ministram aos oprimidos ouvindo suas histórias.
(foto: Gloria Vargas / SWNS)

Durante a pandemia de COVID-19, enquanto outras organizações fechavam as portas, Vargas expandiu sua operação para servir até 600 refeições, alimentando comunidades em Fort Lauderdale e Miami.
“Não importa se está frio, se está ventando ou se está chovendo. Temos que aparecer”, diz Vargas, que é imigrante de Barbados, no Caribe. Graças a uma doação inicial da Fundação Byers — que promove projetos de voluntariado —, a garçonete criou a organização Care in Action USA.
Agora em operação diária, Gloria prepara aproximadamente 120 cafés da manhã e 125 jantares, distribuídos em menos de 40 minutos para a multidão que aguarda.
(foto: Gloria Vargas / SWNS)

Ela afirma que o alcance da organização vai muito além do preparo de refeições. A família auxilia as pessoas com aluguel, contas de serviços públicos, quartos de hotel, passes de ônibus, sapatos e roupas novas.
O marido dela, Antonio, é mecânico de automóveis certificado e usa suas habilidades para consertar carros gratuitamente e levar pessoas a entrevistas de emprego e consultas médicas.
“Meu marido poderia ganhar muito mais dinheiro fazendo o trabalho que faz, mas ele leva pessoas sem-teto a consultas médicas”, acrescenta Gloria.
Graças a doações e voluntários, o casal afirma ter aberto até mesmo uma casa de transição que acolheu oito homens que viviam nas ruas, os quais pagam entre 300 e 400 dólares de aluguel, enquanto mantêm requisitos de emprego.
As pessoas são abençoadas pela comida de Gloria, sem dúvida, mas são atraídas como ímãs por sua história, pela bondade de sua família e por seu exemplo de amor.
“Com a ajuda de amigos, voluntários, líderes religiosos e organizações parceiras que cuidam dos necessitados, estamos fazendo a diferença, uma pessoa de cada vez”, conclui.
Fonte: com informações do Good News Network.






