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6 maneiras para você se sentir melhor

O início de um novo ano pode parecer o momento ideal para recomeçar — para se livrar das preocupações e pressões dos últimos meses e enxergar o mundo de uma maneira diferente. Mas também é muito mais fácil prometer a si mesmo que pensará de forma diferente este ano do que realmente fazer isso.

Felizmente, existem muitas pesquisas científicas que oferecem diferentes maneiras de ajudar a melhorar o humor e aumentar o bem-estar. Desde usar a raiva a seu favor até cantar com mais frequência, aqui estão algumas dicas:

Canalizar a raiva

Nada destrói tanto quanto a raiva. Quando as tensões chegam ao limite, palavras ou ações podem surgir de maneiras que nunca pretendemos ou que não apoiamos.

Mas se a energia desses sentimentos negativos for reconhecida a tempo, pesquisas sugerem que ela também pode ser canalizada e redirecionada para fins surpreendentemente produtivos.

Isso não significa reprimir as emoções de raiva, o que pode aumentar o risco de um ataque cardíaco em quase três vezes. Significa canalizá-las para algo que lhe seja mais útil.

Usar a raiva para arremessar mais rápido, chutar com mais força ou pular mais alto pode melhorar seu desempenho esportivo.

Ela também pode ser aproveitada para maiores feitos de persistência e até mesmo para explosões de criatividade — embora a raiva também possa dificultar a manutenção da criatividade.

A chave para alcançar essas transformações é conseguir controlar e moderar a forma como você expressa sua raiva. Utilizar técnicas como o distanciamento psicológico para evitar que a raiva se transforme em agressão, juntamente com a paciência para adiar sua resposta, pode ajudá-lo a canalizar sua raiva de forma mais construtiva.

Contar as bênçãos

É uma ideia antiga, mas bem comprovada. Dedicar alguns minutos por dia para escrever uma lista de três coisas pelas quais você é grato tem um impacto significativo no nosso bem-estar.

Estudos sobre o exercício mostraram que pessoas que passaram um mês anotando três coisas boas por dia apresentaram melhorias nos níveis de felicidade e uma redução nos sintomas de depressão.

Testes também demonstraram que ele pode beneficiar pessoas de todas as classes sociais — desde adolescentes que vivem em favelas no Quênia até mulheres idosas que vivem na Suíça.

A chave para os seus benefícios é o foco no positivo, ajudando você a encontrar as coisas boas ao longo do dia. Para experimentar, reserve um tempo todas as noites para refletir sobre o seu dia, anotando três coisas que correram bem ou que apreciou.

Pode ser qualquer coisa, por menor ou aparentemente insignificante que seja. O importante, porém, é pensar por que essas coisas lhe pareceram positivas.

(foto: Benzoix / Freepik)

Hobby social

Nunca é tarde demais para começar um novo hobby. Praticar algo de que gostamos aumenta o bem-estar, além do que a prática de uma nova atividade pode ajudar a criar laços sociais com outras pessoas — seja numa aula de pintura ou grupo de culinária.

Se você está mais interessado em movimentar o corpo, os esportes coletivos podem proporcionar o benefício da conexão social, além de liberar endorfinas.

Aliás, os esportes coletivos podem até fazer o exercício parecer mais fácil, devido a algo que os psicólogos chamam de “intenção compartilhada” — quando as pessoas se conectam por meio de um objetivo ou ação em comum.

Isso ajuda a nos sentirmos mais próximos uns dos outros e facilita muito as interações subsequentes. Então, experimente uma nova atividade este ano — você nunca sabe quem pode conhecer.

Cantar

Você já sentiu a pura e desenfreada alegria de cantar quando ninguém está ouvindo? Ou a sensação intensificada de conexão com os outros ao cantar em grupo?

Pesquisadores afirmam que cantar é um “ato cognitivo, físico, emocional e social” — o que significa que os benefícios dessa antiga prática humana são múltiplos.

Cantar ativa uma ampla rede de neurônios em ambos os lados do cérebro, incluindo regiões responsáveis ​​pela linguagem, movimento e emoção. Combinado com o foco na respiração, isso faz do canto um eficaz alívio para o estresse.

Além disso, cantar em grupo promove um nível ainda maior de bem-estar psicológico do que cantar sozinho.

Cantar a plenos pulmões sua música favorita faz bem para o coração, fortalece o sistema imunológico e pode até aliviar a dor

O ato de cantar também é um exercício aeróbico, comparável a uma caminhada rápida. Portanto, além de ser um bom exercício, você também recebe uma dose de endorfinas — os neurotransmissores responsáveis ​​pela sensação de bem-estar.

Estudos evidenciam que cantar pode até ajudar o cérebro a se regenerar. Então, quer você goste de cantarolar suavemente ou de soltar a voz com alegria e entusiasmo no chuveiro, pode fazê-lo sabendo que está colhendo os benefícios.

(foto: DC Studio / Freepik)

Sem perfeccionismo

O perfeccionismo costuma ser visto como uma característica positiva. Mas, como diz o ditado, “o perfeito é inimigo do bom”. E ser perfeccionista também pode ser prejudicial à saúde.

Há cada vez mais evidências de que uma mentalidade perfeccionista está ligada à depressão e à ansiedade, bem como a uma longa lista de outras condições, incluindo os  transtornos: de ansiedade social, obsessivo-compulsivo e alimentares.

De fato, segundo alguns especialistas, quanto mais forte for o seu traço perfeccionista, mais transtornos psicológicos você terá.

Os perfeccionistas estabelecem para si mesmos padrões irreais e, quando inevitavelmente não conseguem atingir esses padrões, sentem mais culpa, vergonha e raiva do que os não perfeccionistas. Eles se culpam pelos erros e nunca se sentem suficientemente bons.

Mas como sair desse estado mental autodestrutivo? Segundo especialistas, uma das proteções mais eficazes contra a ansiedade e a depressão é a autocompaixão.

Em outras palavras, tente ser gentil consigo mesmo. Se cometer um erro, não se apresse em se criticar. E se tiver filhos, tente criar um ambiente familiar onde a imperfeição não só seja aceita, mas celebrada. Afinal, são essas imperfeições que nos tornam humanos.

Um cochilo

Em muitos países, tirar uma soneca faz parte da rotina diária. A sesta da tarde é um ritual comum na Espanha, por exemplo, enquanto no Japão, os trabalhadores costumam desfrutar de um cochilo à tarde, conhecido como hirune.

Pesquisas demonstram que cochilos regulares podem ajudar a manter o cérebro maior por mais tempo, o que pode retardar o envelhecimento cerebral em três a seis anos.

Preservar o tamanho do cérebro pelo maior tempo possível é importante, pois a redução cerebral tem sido associada a doenças como Alzheimer e demência vascular.

Cochilos curtos, com duração de cinco a 15 minutos, podem melhorar imediatamente nosso desempenho mental, com o estímulo persistindo por até três horas após acordarmos.

Como garantir que seu cochilo da tarde te deixe energizado e não mais cansado do que estava antes?

O momento certo é fundamental. Tente manter seus cochilos com menos de 20 minutos de duração. Se ultrapassar esse tempo, você acabará caindo em um sono profundo e provavelmente acordará se sentindo grogue e desorientado.

O melhor horário para um cochilo é entre 14h e 16h, pois esse período coincide com o declínio natural da energia do corpo após o almoço e o ritmo circadiano.

Durante a manhã, ela ainda está subindo, deixando você mais alerta. Se você tirar um cochilo muito tarde, pode atrapalhar seu sono à noite.

Fonte: com informações da equipe BBC Future para o BBC News.

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