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Professor de Harvard comanda equipe de cientistas para estudar casos de OVNIs

Conhecido por suas teorias polêmicas sobre visitas extraterrestres, o astrônomo e professor de Harvard, Avi Loeb, foi escolhido pelo governo dos Estados Unidos para liderar o novo conselho consultivo científico encarregado de investigar as origens de orbes misteriosas e outros objetos relatados por militares nos últimos anos.

O cosmólogo que estudou buracos negros e chefiou o departamento de astronomia de Harvard até 2020, prestará contas ao novo painel focado em OVNIs, agora frequentemente chamados de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês).

O painel faz parte da iniciativa anunciada pelos EUA em fevereiro para desclassificar mais informações sobre o assunto. Recentemente, entre maio e junho, o país liberou mais de 230 arquivos e dezenas de vídeos sobre OVNIs.

Todo o conteúdo reúne desde relatos antigos de missões lunares até vídeos gravados por câmeras militares e civis. A classificação de OVNI serve para fenômenos que não puderam ser explicados com os dados disponíveis.

Durante a última década, Loeb tem vasculhado os céus e os mares em busca de evidências de vida extraterrestre inteligente. Ele iniciou a busca em 2017, quando cientistas estavam intrigados com um objeto interestelar que passava perto da Terra. Enquanto alguns propunham que se tratava de um cometa ou um pedaço de gelo, Loeb afirmou que poderia ser uma fina “vela de luz” desprendida de uma espaçonave alienígena.

Suas teorias receberam elogios em círculos ufológicos, mas frequentemente o colocam em conflito com seus pares acadêmicos. Outros astrônomos o acusam de fazer afirmações exóticas com poucas evidências. Alguns se incomodam com seu hábito de ignorar o processo de revisão por pares e apresentar suas afirmações diretamente ao público.

A equipe inclui cientistas, ativistas de OVNIs e um bilionário

Loeb ignora as críticas, dizendo que lhes falta imaginação para considerar novas ideias e promete uma abordagem pragmática em seu trabalho. Ao analisar os UAPs, ele parte do pressuposto de que são obra humana, abordando-os sob uma perspectiva de segurança nacional.

No entanto, ele vislumbra um desfecho em que seu trabalho possa levar a algo maior. Se o governo investir em uma melhor coleta de dados sobre esses fenômenos aéreos, isso poderia resolver o debate sobre alienígenas de uma vez por todas.

Sua equipe cuidadosamente selecionada inclui mais de uma dúzia de cientistas e ativistas de OVNIs. Entre eles está Timothy Gallaudet, um contra-almirante aposentado que alertou sobre UAPs controlados por “inteligência não humana”, alegando que os Estados Unidos recuperaram aeronaves acidentadas.

Também faz parte da equipe Ben Lamm, um bilionário que trabalha para reviver espécies extintas. O grupo de Loeb se reúne a portas fechadas, mas ele prometeu informar o público e criar um site para compartilhar as descobertas.

Após sua primeira reunião, a equipe enviou uma solicitação ao Pentágono pedindo mais de 50 vídeos, imagens e outros documentos relacionados a incidentes conhecidos envolvendo UAPs.

Avi Loeb (esquerda) ouve a ex-astronauta da Nasa, Mae Carol Jemison, durante coletiva de imprensa em 2016 (foto arquivo: Bebeto Matthews/AP). 

Novo conselho foi criado para mais transparência.

A notícia surge em meio à pressão bipartidária no Congresso sobre a Casa Branca para que vá além, com alguns membros amplificando as alegações de que os EUA estão ocultando evidências de encontros com extraterrestres.

A Casa Branca encorajou qualquer pessoa com informações a se apresentar. Um escritório do Pentágono que investiga os fenômenos afirma não ter encontrado nenhuma evidência de vida extraterrestre.

Loeb afirma que não acredita em teorias de acobertamento. “Minha impressão é que o governo está perplexo por não conseguir inferir a natureza de alguns desses objetos”, diz.

Antes de procurar por extraterrestres, Loeb estudou buracos negros e galáxias

Antes de se tornar conhecido por suas teorias sobre extraterrestres, Loeb era um cosmólogo respeitado, autor de centenas de artigos, especializado em buracos negros e na formação de galáxias. Ele chefiou o departamento de astronomia de Harvard por quase uma década.

A carreira de Loeb deu uma guinada com sua teoria da “vela solar” em 2017, que ele apresentou em um artigo e posteriormente em um livro. Ele então fundou o Projeto Galileu em Harvard, com a missão declarada de buscar artefatos de civilizações alienígenas.

Sua equipe chamou a atenção em 2023 ao usar ímãs para recuperar centenas de pequenas esferas do fundo do Oceano Pacífico, perto do possível local de um impacto de meteorito em 2014. Após analisar as “esférulas” metálicas, Loeb sugeriu que elas vieram de um planeta distante ou, alternativamente, de tecnologia alienígena.

Outros estudiosos contestaram a afirmação, dizendo que provavelmente se tratava de rocha vulcânica ou cinzas de carvão.

Fonte: com informações de Collin Binkley para a Associated Press.

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