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A arte de envelhecer com sabedoria

Por Bernadete Freire Campos

Envelhecer é uma arte silenciosa.

Aprende-se nos dias vividos, nas noites atravessadas, nas fases que se cumprem com sua própria beleza.

Na infância, a inocência transforma o mundo em paraíso.

Na adolescência, o corpo desperta, as paixões florescem e o amor parece não ter limites.

Na juventude adulta, os sonhos ganham forma, constrói-se família, nascem novos amores saídos da própria carne, e a vida gira como um carrossel de atividades e realizações.

Na velhice — para os bem-aventurados — chega a maturidade serena: o reconhecimento de que valeu cada etapa.

A finitude é real. Perdem-se pais, amigos, alguns sonhos já vividos, outros que nunca foram possíveis.

Mas permanecem os afetos — termômetro do que nos tornamos.

Se tudo correu bem, o sentimento é gratidão.

Tudo se torna mais leve e simples.

Já não há espaço para ilusões, apenas compreensão.

O sopro de vida é frágil, mas a alma se fortalece.

O amor-próprio transforma-se em legado.

E viver passa a ser escolha consciente — viver sem medo, até mesmo do último suspiro.

Porque, quando ele vier, que nos encontre com a certeza íntima de que a vida valeu a pena.

A poetisa que vive em mim deseja a todos um feliz final de semana de Carnaval.

Que haja riso leve, abraços sinceros e consciência serena — porque celebrar também é sabedoria.

FonteBernadete Freire Campos, escritora e palestrante em Neurociência, Filosofia, PNL e Linguagem.

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